sexta-feira, 24 de junho de 2016

Sonhei com você
Oh, merda.
Eu ia até você
pra pedir desculpas,
qualquer coisa só
para te ver de novo.
Nos vimos, saímos
para tomar um café.
Conhecemos um cara e uma mulher
que estavam no primeiro encontro,
pessoas interessantes.
Eu falei para umas pessoas da volta
dos meus poemas
e que eu sempre me fodia
em março e que isso era
um lance astrológico.
Oh, merda
no sonho eu vi a gente
abraçados, agarrados, se beijando.
Teve um momento
que eu sentei atrás de você
e abracei com força as tuas costas
e você fazia carinho
nos pelos do meu braço
em volta da tua cintura.
Eu disse que queria parar o tempo
que aquilo era felicidade
mas não disse que te amava
e nem que queria voltar,
mas porra eu te amava
e queria voltar.
Que cara ingênuo esse do sonho
que era eu, que teria ido até você
querendo voltar, que se abriria todo
que conversaria com um casal
de estranhos só para disfarçar
o próprio nervosismo
que falaria dos seus poemas
só para parecer o tal
para você se impressionar
que falaria sobre astrologia
querendo usar isso como desculpa
algum dia.
No fim do encontro e do sonho
mesmo sem eu ter dito
que ainda te queria
mas deixando isso claro
só por estar ali,
você me disse,
sentada na calçada da cafeteria,
que não que não ia querer
nós juntos de novo,
e a dona da cafeteria até te apoiou.
Eu disse tudo bem,
me tira desse sonho logo
ou me deixa aqui pra sempre.
Você saiu e foi pegar um táxi,
contendo o choro
dentro desses teus olhos cor de âmbar
e nem me deu um último beijo.
Foi frio
foi necessário.
Assim eu acordo,
pego o celular achando
que esse sonho poderia ter sido
algum tipo de premonição
e que teria uma mensagem sua
dando um oi bobo.
Não tinha nada.
Escrevo esse poema agora
só pra lembrar amanhã e depois
que eu tive sua boca
mais um tempo perto da minha.
Vou voltar a dormir,
nos vemos por aí,
tomara que num sonho seu.

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