sexta-feira, 29 de maio de 2015

Ontem em Porto Alegre

Porto Alegre me matou ontem.
Na Andradas, um menino
sentado no chão, pobre
(pobre fui eu em julgar)
tocava triste
um Tim Maia na flauta doce.
Era a música do meu enterro,
ontem fosse.

No Gasômetro, o piano distante
era degustado por dedos curiosos.
A música meio desafinada
era poesia
e eu, com alegria
cumprimentara o tocador.
Não sei, impressão minha?
Ontem Porto Alegre entendia a minha dor.

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