terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

M(eu) Paralelo

Acordei,
Mas ainda dormia.
Eu ri,
Mas no fundo não sorria.
Dizia que te amava,
Mas meu bem
Eu mentia.

Rusga

Você saiu
Revoltada e 
Bateu a porta.
Franzi minha testa
Em negação,
Os quadros da
Nossa parede
Se foram ao chão.

Causa Mortis

Uma frase atravessada
É o jeito sucinto
De matar alguém
Sem deixar
Vestígios no recinto.

Casa & Acaso

Se as paredes
Realmente tivessem ouvidos
Saberiam que te amo.
E se as bocas do fogão
Não fossem mudas,
Fariam amizade com as paredes
Para fofocar o nosso amor.

Jogo do Erro

Sorte ou revés? 
No tabuleiro,
Avance algumas casas.
No espelho,
Nem pense em sair de casa.

Aurora

Segure a minha mão 
E faz de conta
Que o céu se encheu de aurora
E não há mais sinal de escuridão.
Faz de conta
Que um novo dia
Nos espera lá fora.

Luah...

Flerte
Com
A lua
E terá
Todas as estrelas
No café da manhã.

Dos Mistérios

A tua verdade
É mentira para quem
Não te conhece.
Mas é esse mistério
O que mais
Te enriquece.

Não Repare

O ralo se entupiu de lágrimas;
Entre o tapete e o chão há um vulcão de problemas;
Todos os gostos se resumem em azedumes;
O espelho é um reflexo maldito;
Na cama ainda se sentem alguns perfumes;
A casa anda tão desarrumada
Deixei tudo por cima de tudo.
Quando passar pela porta
Por favor, não repare...
A minha vida anda tão torta.

Areias do Infinito

Nas dunas
Nós dois
E a lua fazendo festa,
Vai ver ela nunca viu
Cena como esta.
Teu corpo
E o azul do mar
É só a canção do vento
Que eu quero escutar.

Princesa do Sol

A princesa
E o seu castelo de areia
A rima
Nadou, nadou
E virou sereia.
É verão.

Passou.

Saudade é porta aberta
É vento gelado
De quem passou
E se foi para longe.
A saudade é flagelo
É guerra silenciosa
Que machuca
Numa palavra só:
Adeus.

Cheiro

No fim do dia
Foi o teu cheiro
Deixando a cama doce
E tua ausência
No travesseiro.
No fim do dia
As nuvens esconderam o Sol,
Teu perfume
Virou saudade
No meu lençol.