domingo, 3 de agosto de 2014

Lacuna

Já não vejo mais o caminho,
Nem as pegadas no gelo por onde te deixei.
Menos ainda a cor do teu cabelo vermelho, roxo ou até marinho.
Oh,Clementine! Por quem eu me apaixonei?

O nosso passado
Não merecia o triste fim .
Memórias vividas agora formam um arco-íris apagado.
Oh, Clementine! Por que quisera me esquecer assim?

Para não guardar as lembranças só comigo.
Pergunto se há algum risco de dano cerebral,
E então me submeto a esse experimento, ao perigo.
Oh, Clementine! Como se as não memórias não me fizessem mal.

Mesmo sua memória me fazendo invisível
Eu ainda tento não desmoronar.
Desisto de te esquecer, era impossível.
Oh, Clementine! Por que quis me apagar?

Agora tento te guardar na memória doce
Até nas passagens do meu eu criança.
Pena que foi tarde demais, quem dera não fosse.
Agora só resta torcer para o destino reviver nossa apagada lembrança.

Oh, Clementine...

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