terça-feira, 3 de junho de 2014

Sobre Água e Saudade

O marinheiro olhava para fora do navio 
Via que a saudade lhe tomava  
E o desejo de voltar para casa o atormentava.
Mas de tormenta ele já entendia, era tudo um vazio.  
  
A tempestade mal tinha começado 
Ele com uma foto da família ficou 
As nuvens negras se movimentaram, estava cercado. 
Um inferno sob água se formou. 

A água não poderia ser seu último leito
Fez uma promessa: Da tempestade vivo sairia!
Apesar do frio, a saudade esquentava seu peito.
E a certeza que para sua casa voltaria. 

Mais chuva e mais vento!
Depois de horas resistindo bravamente  
O céu sorriu e lá se foi o tormento 
A caminho do cais seu navio seguia rapidamente.  

Da água ele já estava cheio, essa vida cansa
Mas em casa finalmente, a família não mais o largou 
Seu peito não resistiu e pelos olhos transbordou
As lágrimas formaram um mar de água mansa.

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