terça-feira, 3 de junho de 2014

Bar das Maravilhas

Ela se olha no espelho 
Que a água forma no chão 
Vê um homem que se parece com um coelho 
Que lhe chama para o bar 
- Que tal uma bebida e uma canção?  

O bar é mais reconfortante que a rua 
Pela qual vagava sem rumo 
Mesmo aceitando o convite de forma tão pura
Ela já conhecia o gosto do álcool e o cheiro de fumo. 

Alice tentada pela fome 
Aceita um pedaço estranho de bolo 
Mas toda sua sanidade some 
Dentada digna de um tolo.   

Tudo gira em volta dela  
Tudo diminui e também ficou gigante 
As aparências ficaram tão belas  
Ela até vê um gato falante.  

Ele fala que ela precisa sair ligeiro 
Que o bar está cheio de loucos  
Cuja lucidez foram perdendo aos poucos.  
Mas Alice só queria achar o caminho do banheiro.  

Nessa viajem tortuosa
Ela esbarra com um homem de chapéu apertado
Ela se encanta pelo adereço de forma penosa 
Nem repara no olhar do homem adoidado.  

Ele a aconselha a ficar
Pois a noite estava só no inicio
E um xícara de chá ela devia aceitar
Diz que com o tempo se tornaria um vicio. 

Alice aceita o chá
Mas conselho esquece e pelo caminho da saída ela anda
Mas antes da porta ela passar e que do bar se vá 
 Ela de súbito pensa: Perdi a comanda! 

Ela tenta sair de fininho  
Mas os reis do bar não a deixam passar 
Ela explica que deve ter deixado em algum cantinho 
Mas eles só a deixariam ir se no baralho ela ganhar.  

Mas esse jogo ela já conhecia  
O cheiro de vitória estava no ar 
Os trios vencedores ela descia:
Para os adversários o fim chegou!

Alice ousou em ganhar.  
Pela porta Alice passou.
O bar ficava para trás  
Sobre a noite ocorrida ela nunca mais lembrou 
Talvez esse é o efeito que uma boa bebida e um pedaço de bolo faz.

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