segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Borboleta, Rosa e a Ovelha

Parado, num verde campo
Três seres me despertavam a atenção:
Uma borboleta, uma rosa e uma ovelha.
Todos eles pareciam estar sozinhos naquele instante
Sem ninguém que os compreendesse.
Vagando sozinhos e perdidamente.

A borboleta, tão linda e misteriosa
Contrastava com a beleza da rosa,
Que além de linda,
Seu perfume realçava a delicadeza da singela ovelha.

Essa mesma ovelha, parecia querer chamar a atenção da borboleta e da rosa.
Que por sua vez, não estavam dando bola para pobre a ovelha.
Só estavam interessadas no verde campo,
Nem ao menos uma na outra.

Então, a reprimida ovelha,
Sendo a  mais forte dos ali presentes, decidiu vingar-se.
Com sua delicadeza, que agora acompanhada por um pingo de crueldade,
Resolveu comer a borboleta e a rosa.

Feito o plano,
A ovelha correu, correu e correu
Atrás da borboleta, que voava rapidamente para o sul.
E a rosa só observava.
Só com suas pequenas asas, a borboleta não conseguiu escapar.
Foi comida até a ultima asa pela cruel ovelha,
Que agora visava a observadora rosa.

A rosa não se movia, 
Talvez por que não pudesse, talvez por que não precisasse.
Mesmo assim, a ovelha à abocanhou, e a rosa morreu.

O triste fim de dois belos seres
Só não foi pior do que o da burra ovelha,
Que tomada por vingança, tocada pela rejeição,
Esqueceu dos espinhos da rosa.
E ali,  a ovelha morreu mesmo antes da tosa.


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